domingo, 26 de junho de 2011

SENTIMENTOS CONFUSOS

Hoje termina o feriado prolongado de corpus christi.
Tive um feriado e um final de semana bem diferente dos demais.
Pela primeira vez, nesses quase 7 meses de angústia e sofrimento, eu me diverti muito.
Me senti leve, feliz, viva...
Pela primeira vez eu fui capaz de sair de casa e me entregar a alegria, fazer de conta que a vida é bela.

Entretanto, no caminho de volta não pude deixar de pensar que talvez ainda estivesse cedo demais pra sentir essa alegria, mas por outro lado será que existe um tempo certo pra isso?

Um monte de perguntas sem respostas comaçaram a me assumbrar e por fim eu fiquei chateada ao entender que por mais bacana que tenha sido sempre vai estar faltando alguma coisa porque eu não vou mais poder chegar em casa e contar pro Germano o quanto foi devertido ir a show do Jorge e Matheus, nem muito menos vou poder insistir com ele pra me levar a um desses.

É estranho como a gente muda de humor de uma hora pra outra e como a tristeza consegue destruir a alegria de forma tão instantânea.

Por um lado a gente quer superar, quer provar pra si mesma que consegue, que vai ficar bem e aí, quando a gente chega bem perto de levar isso a efeito a gente sente culpa.

Culpa por ter vivido um momento de alegria, por ter efetivamente se divertido com algo que era antes tão corriqueiro...
Culpa por estar sorrindo ao invés de continuar chorando...
Culpa por voltar a viver ainda que de maneira simplista e sem muitas ambições...

Todo mundo me diz que preciso recomeçar, preciso tocar a vida pra frente, encontrar novos objetivos, etc e tal.
Falar é tão fácil quanto ouvir tudo isso.
Difícil é botar em prática, é não ter medo de ser feliz.

Aliás, depois de tudo o que eu tenho passado eu nem acredito mais em felicidade.
Pra mim a vida é feita de momentos felizes como esses que eu tive durante o feriado, mas felicidade plena, isso pra mim nem existe mais.
Ninguém é plenamente feliz. Ou é???

De tudo isso que eu disse a única coisa que posso de fato afirmar é que o Germano levou com ele boa parte da minha alegria e talvez por isso hoje seja tão difícil eu lidar com esse momentos.

É muito difícil encarar que ele, que era meu presente e meu furturo, agora esteja atrelado ao meu passado.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

FELICIDADE

Hoje, corpus christi, passamos um dia muito tranquilo mas divertido.
Família, amigos, comida boa e um papo agradável.
Por várias vezes nos lembramos e falamos do Gê, inevitável né?
Rimos da sua irreverência e claro, sentimos saudade.
Inusitado mesmo foi não termos chorado nem ficado triste.
Acho que pela primeira vez consegui me lembrar dele só com alegria e por uma momento eu até consegui reproduzir a sua gargalhada em minha cabeça.
Hoje posso dizer que estou me sentindo feliz...

sábado, 18 de junho de 2011

SEM EXPLICAÇÃO

Essa semana passei pela primeira vez no local do acidente do Gê.
Simplesmente inexplicável e quase que inacreditável alguém ter morrido de maneira tão cruel.
Se antes já era difícil imaginar como tudo aconteceu agora é quase impossível.
Pra mim é um mistério e eu só posso dizer que é porque havia chegado a hora, muito embora eu nem saiba mais se acredito mesmo nisso.

Só sei que depois de todo esse pesadelo os meus finais de semana ficaram mais longos e sem cor.

Imagine que no sábado anterior a essa "fatalidade", se assim pode ser chamado, eu pedi ao Germano que ficasse em casa comigo pra que a gente pudesse domir bastante já que seria o nosso último sábado sozinhos e com tranquilidade pra descansar.

Mal sabia eu que realmente aquele seria nosso último sábado juntos...

Hoje sinto não só a falta do Germano marido que fazia questão de ser o provedor da casa.
Sinto falta de coisas tão simples e banais como poder sair pro supermercado e deixar o Nuno com o pai dele.
Sinto falta de ter alguém pra poder dizer de madrugada quando o Nuno acorda: - Vai lá, hoje é sua vez!
Sinto falta de ter com quem dividir os assuntos de trabalho, alguém que não só me entendia como me dava várias lições de sabedoria.

Queria ter certeza de que o Nuno ia ter alguém pra ensiná-lo a jogar bola e andar de bicicleta...
Queria que o Gê tivesse aqui escutando o Nuno dar seus primeiros gritos, suas primeiras garagalhadas...
Queria ele pra carregar o bebê conforto...

Enfim, queria muito o pai do meu filho bem pertinho de mim!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

MOMENTOS

Há Momentos

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
(Clarice Lispector)

domingo, 12 de junho de 2011

DIA DOS NAMORADOS

Dizer que está sendo um dia comum é mentira, seria enganar a mim mesma.
Eu de fato não me lembro de ter feito grandes comemorações no dia dos namorados, pra nós não era nada assim tão grandioso.
Entretanto, no ano passado fizemos algo diferente, fomos passear no museu do Inhotim e depois almoçar em Brumadinho.
Estávamos com outros 2 casais.
Naquele dia rimos muito e nos divertimos bastante.
Não sei se nos demos presentes, sei apenas que estávamos muito felizes por estarmos começando uma nova fase já que havia pouco tempo que eu tinha descoberto a gravidez.
O nosso último dia dos namorados foi tão gostoso que eu não pude deixar de lembrar disso o dia todo, parece que foi uma despedida.
Queria muito poder estar hoje com o Germano, ainda que fosse só pra ficar em casa embaixo das cobertas.
De certa forma o dia foi vazio e agora me pego aqui escrevendo e tentando mais uma vez entender o porque das coisas.
Apesar de tudo que já passei, e quem me conhece sabe do que eu estou falando, eu tinha tudo pra ter uma vida feliz e plena.
Nós estávamos nas nossa melhor fase não só profissional mas como casal.
Já tínhamos atingido um grau de cumplicidade e respeito invejáveis, éramos de fato muito felizes.
Eu sou uma pessoa que sempre trabalhou muito e nunca teve medo de lutar pra alcançar meus objetivos mas hoje já não sei qual o sentido disso.
Lutar pra quê? Pelo quê?
Tenho certeza que muitos vão dizer: - Pelo seu filho sua tola!
Infelizmente não é tão simples assim e muito embora exista dias que eu tenho certeza de que vou conseguir há também dias, como hoje, que eu não tenho a menor condição de enxergar um futuro promissor.
Não sinto só saudade do Germano marido, sinto falta do Germano amigo, companheiro que dava uma gargalhada gostosa e me telefonava o dia todo. Sinto falta até de brigar com ele pra abandonar o futebol aos domingos e passar mais tempo comigo.
Sinto falta daquele homem que nunca deixou de ser criança e fez da minha vida um filme de comédia romântica.
Que saudade de nós dois...




quinta-feira, 9 de junho de 2011

ENFIM JUNHO

Vontade de escrever eu tenho diariamente, principalmente quando deito pra dormir.
Todas as ideias, medos, ansiedades chegam ao mesmo tempo.
É uma avalanche de sentimentos e emoções.
Ao mesmo tempo que tenho vontade de rir também tenho vontade de chorar.
Me pego rindo sozinha ao lembrar das bobagens que dizia o Germano, das suas mulecagens, do seu sorriso meigo.
Me pego derramando algumas lágrimas pela falta que eu sinto, por saber que não vou mais dividir com ele as minhas preocupações, os meus anseios e até as minhas vitórias.
Fico pensando se eu tenho sido uma boa mãe e sempre que preciso tomar alguma decisão eu tento imaginar o que ele decidiria também.
Trabalhar pra nós dois tem sido duro, não só pelo acúmulo das funções mas também porque ele era de uma sabedoria invejável e eu sinto muita falta das conversas de trabalho que nós tínhamos.
Nós não dividíamos apenas a vida a dois, dividíamos a profissão, as esperanças, as vontades...
Se existe alma gêmea eu realmente não sei.
Sei tão somente que eu tive a grande oportunidade na vida de ter encontrado alguém que me completasse.
Domingo que vem é dia dos namorados e vai ser mais uma vez muito difícil não poder dividir esse momento com você.
Espero que você esteja bem e que olhe sempre por nós.