A correria do dia a dia nao tem me deixado parar pra escrever.
Tem hora que ate gosto porque assim também nao me sobra tempo pra sofrer.
Por outro lado fico com a impressão que também nao estou tendo o tempo que queria com o Nuno.
Enfim, nao me restam muitas escolhas e eu preciso trabalhar, trabalhar e trabalhar...
De repente virei Mae...
E pai também...
Mulher...
Homem...
Também acho que já fiquei repetitiva e fico esperando ter alguma novidade.
Infelizmente nao tenho porque os sentimentos nao mudam.
Na verdade fica cada dia mais e mais difícil.
Chega a ser desesperador quando penso que será assim pra sempre.
Esta apenas começando!
Queria poder dizer que já consigo achar que vai dar certo.
Mas na verdade nao sei se vai.
Alias num sei de mais nada.
Boa Noite!!!
Esse blog foi criado para ser minha válvula de escape. Meu intuito é tentar minimizar a dor de perder meu marido 13 dias após meu aniversário de 30 anos e 3 dias após colocar no mundo o nosso único e tão desejado filho. Busco compreender esse misto de alegria e tristeza que me assolam e quem sabe encontrar pessoas que tenham enfrentado situaçoes semelhantes. Apresento a vocês meus 2 grandes amores!!!
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
FIM DE SEMANA DIFÍCIL
Na noite de quinta pra sexta comecei a passar mal e pra piorar tudo eu precisava ir a Brasília logo pela manhã.
Não bastasse estar me sentindo péssima era também a primeira vez que eu desempenhava uma função que eu considerava a cara do Germano.
Acordar antes do sol raiar, ir pro aeroporto, voar até Brasília, resolver algumas pendências e voltar no fim do dia... simplesmente não era eu, era ele...
No sábado, dia 20 de agosto, continuei não me sentindo bem e mal levantei da cama.
Senti tanta falta de ter alguém pra poder me ajudar, mais do que isso, de ter o Gê pra poder ficar com o Nuno enquanto eu me recuperava, afinal o Germano nunca teve lá muita paciência pra cuidar de mim, muito embora eu não me lembre de ter passado mal por tantos dias.
Queria só ter ele por perto pra poder domir tranquila, pra poder deixar toda a responsabilidade com ele, enfim, ter mesmo um companheiro...
Percebi que essa foi só a primeira de sabe-se lá quantas vezes isso irá acontecer.
Percebi que não posso ficar nem doente senão tudo meio que foge ao controle.
Nunca tinha pensado nisso!
E hoje, passeando com o Nuno como faço todos os domingos, tive muita vontade de desistir, de largar tudo pra lá e viver só por conta do meu filho.
Queria ter coragem pra isso...
Queria poder sumir por um tempo...
Não bastasse estar me sentindo péssima era também a primeira vez que eu desempenhava uma função que eu considerava a cara do Germano.
Acordar antes do sol raiar, ir pro aeroporto, voar até Brasília, resolver algumas pendências e voltar no fim do dia... simplesmente não era eu, era ele...
No sábado, dia 20 de agosto, continuei não me sentindo bem e mal levantei da cama.
Senti tanta falta de ter alguém pra poder me ajudar, mais do que isso, de ter o Gê pra poder ficar com o Nuno enquanto eu me recuperava, afinal o Germano nunca teve lá muita paciência pra cuidar de mim, muito embora eu não me lembre de ter passado mal por tantos dias.
Queria só ter ele por perto pra poder domir tranquila, pra poder deixar toda a responsabilidade com ele, enfim, ter mesmo um companheiro...
Percebi que essa foi só a primeira de sabe-se lá quantas vezes isso irá acontecer.
Percebi que não posso ficar nem doente senão tudo meio que foge ao controle.
Nunca tinha pensado nisso!
E hoje, passeando com o Nuno como faço todos os domingos, tive muita vontade de desistir, de largar tudo pra lá e viver só por conta do meu filho.
Queria ter coragem pra isso...
Queria poder sumir por um tempo...
terça-feira, 16 de agosto de 2011
CASAMENTO DA JU
No último dia 13 aconteceu o casamento de uma grande amiga no Rio de Janeiro.
Nos últimos tempos o Germano só falava disso.
Seria nossa primeira viagem sozinhos depois do nascimento do Nuno e muito embora ainda faltasse tempo pro Nuno nascer o Germano já havia deixado tudo combinado. Seus pais ficariam com ele pra que a gente pudesse viajar sem preocupações.
Logo que o Gê se foi a Ju quis adiar o casamento. Tanto eu como o pai do Gê pedimos que ela não fizesse isso porque ele não ia concordar e assim ficou decidido.
Ele já não poderia estar presente lá fisicamente, e nem seria padrinho comigo, mas tenho certeza que ele deu pelo menos uma passadinha pra ver como estávamos todos.
Deixei sua foto na minha carteira a noite toda e mantive a pose de mulher forte e "feliz" enquanto pude.
Já na hora de ir embora me bateu um sentimento tão devastador e eu só queria ir pra casa, ficar sozinha...
Ao entrar no taxi desabei.
Chorei até que o dia ficasse claro e desde que o Gê se foi eu nunca tinha sentido tanta saudade.
Não era só o casamento da Ju nem a nossa primeira viajem depois do neném, era também dia dos pais, o primeiro dia dos pais...
Passei o dia dormindo e com o coração pequenininho.
Não falei pra ninguém que eu estava triste e até acho que disfarcei bem, mas a verdade é que foi muito difícil enfrentar mais essa etapa sozinha.
Não sei mais o que dizer e nem como explicar o quanto tem sido difícil.
Às vezes tenho vontade de desistir e só não faço isso porque acredito que eu preciso carregar esse fardo. Essa talvez seja minha sina, meu destino, meu carma...sei lá...
Nos últimos tempos o Germano só falava disso.
Seria nossa primeira viagem sozinhos depois do nascimento do Nuno e muito embora ainda faltasse tempo pro Nuno nascer o Germano já havia deixado tudo combinado. Seus pais ficariam com ele pra que a gente pudesse viajar sem preocupações.
Logo que o Gê se foi a Ju quis adiar o casamento. Tanto eu como o pai do Gê pedimos que ela não fizesse isso porque ele não ia concordar e assim ficou decidido.
Ele já não poderia estar presente lá fisicamente, e nem seria padrinho comigo, mas tenho certeza que ele deu pelo menos uma passadinha pra ver como estávamos todos.
Deixei sua foto na minha carteira a noite toda e mantive a pose de mulher forte e "feliz" enquanto pude.
Já na hora de ir embora me bateu um sentimento tão devastador e eu só queria ir pra casa, ficar sozinha...
Ao entrar no taxi desabei.
Chorei até que o dia ficasse claro e desde que o Gê se foi eu nunca tinha sentido tanta saudade.
Não era só o casamento da Ju nem a nossa primeira viajem depois do neném, era também dia dos pais, o primeiro dia dos pais...
Passei o dia dormindo e com o coração pequenininho.
Não falei pra ninguém que eu estava triste e até acho que disfarcei bem, mas a verdade é que foi muito difícil enfrentar mais essa etapa sozinha.
Não sei mais o que dizer e nem como explicar o quanto tem sido difícil.
Às vezes tenho vontade de desistir e só não faço isso porque acredito que eu preciso carregar esse fardo. Essa talvez seja minha sina, meu destino, meu carma...sei lá...
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
CADA VEZ MAIS DIFÍCIL
Às vezes a gente acha que o tempo vai passar e que vai ser mais fácil lidar com essa nova realidade.
Infelizmente não tem sido assim e quanto mais o tempo passa mais difícil fica.
A saudade é imensa e transborda pelo olhos.
Por mais que eu tente ser forte eu preciso admitir que eu não tô dando conta.
Vivo sem muitas esperanças e perspectivas, o futuro já não importa mais.
Vez ou outra aparece uma pessoa que ainda não sabe de nada e ter que reviver tudo de novo é cada vez mais dolorido.
Os detalhes vão se apagando e a gente morre de raiva de já não poder reproduzir palavras, gestos, sensações...
Sinto um imenso vazio e tenho a impressão de que isso nunca vai passar.
Fico olhando as fotos e desejando poder vê-lo de novo aqui, em carne e osso.
Daqui a pouco passa faz um ano e eu tenho medo de olhar pra trás e perceber que a minha vida também acabou.
Queria poder entrar nesse blog e dizer coisas bonitas, ser mais otimista e alegre mas no fundo no fundo não é assim que eu me sinto e por debaixo da armadura que eu visto tem uma pessoa frágil e completamente desesperada!
O Germano era meu porto seguro, sem ele sou só mais um barco a deriva.
Infelizmente não tem sido assim e quanto mais o tempo passa mais difícil fica.
A saudade é imensa e transborda pelo olhos.
Por mais que eu tente ser forte eu preciso admitir que eu não tô dando conta.
Vivo sem muitas esperanças e perspectivas, o futuro já não importa mais.
Vez ou outra aparece uma pessoa que ainda não sabe de nada e ter que reviver tudo de novo é cada vez mais dolorido.
Os detalhes vão se apagando e a gente morre de raiva de já não poder reproduzir palavras, gestos, sensações...
Sinto um imenso vazio e tenho a impressão de que isso nunca vai passar.
Fico olhando as fotos e desejando poder vê-lo de novo aqui, em carne e osso.
Daqui a pouco passa faz um ano e eu tenho medo de olhar pra trás e perceber que a minha vida também acabou.
Queria poder entrar nesse blog e dizer coisas bonitas, ser mais otimista e alegre mas no fundo no fundo não é assim que eu me sinto e por debaixo da armadura que eu visto tem uma pessoa frágil e completamente desesperada!
O Germano era meu porto seguro, sem ele sou só mais um barco a deriva.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
FALTA DE TEMPO
Tem sido cada vez mais difícil encontrar tempo pra escrever.
É que o Nuno tem 6 meses e já não dorme durante o dia, dá muitos gritos e me cobra atenção sempre que chego em casa.
É uma delícia mas ao mesmo tempo é trabalho dobrado.
Não vou mais a academia, não tenho mais hora pra comer e sair pra tomar uma cerveja demanda toda uma programação com antecedência e ainda corro o risco de ter que voltar antes de terminar o primeiro copo.
É muito difícil ter um filho "sozinha" e como toda mãe que por algum motivo não tem o companheiro pra ajudar a gente fica querendo suprir a falta.
Fica querendo aproveitar todos os minutos, principalmente eu que sei o quanto vale cada momento.
A vida passa tão rapidamente que fico com medo de perder alguns detalhes, e eu não estou querendo perder mais nada.
Daqui pra frente espero ganhar...
Antes de finalizar quero deixar registrada aqui minha homenagem ao Graziel, hoje completa um mês que ele se foi.
Mais um jovem que deixa esse mundo louco sem qualquer explicação, mais uma insensatez dessa vida maluca.
Desejo que a mãe dele seja forte o bastante pra não enlouquecer, porque se perder o marido me tirou o chão eu nem quero imaginar o que pode ser perder o único filho!
É que o Nuno tem 6 meses e já não dorme durante o dia, dá muitos gritos e me cobra atenção sempre que chego em casa.
É uma delícia mas ao mesmo tempo é trabalho dobrado.
Não vou mais a academia, não tenho mais hora pra comer e sair pra tomar uma cerveja demanda toda uma programação com antecedência e ainda corro o risco de ter que voltar antes de terminar o primeiro copo.
É muito difícil ter um filho "sozinha" e como toda mãe que por algum motivo não tem o companheiro pra ajudar a gente fica querendo suprir a falta.
Fica querendo aproveitar todos os minutos, principalmente eu que sei o quanto vale cada momento.
A vida passa tão rapidamente que fico com medo de perder alguns detalhes, e eu não estou querendo perder mais nada.
Daqui pra frente espero ganhar...
Antes de finalizar quero deixar registrada aqui minha homenagem ao Graziel, hoje completa um mês que ele se foi.
Mais um jovem que deixa esse mundo louco sem qualquer explicação, mais uma insensatez dessa vida maluca.
Desejo que a mãe dele seja forte o bastante pra não enlouquecer, porque se perder o marido me tirou o chão eu nem quero imaginar o que pode ser perder o único filho!
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