No último dia 13 aconteceu o casamento de uma grande amiga no Rio de Janeiro.
Nos últimos tempos o Germano só falava disso.
Seria nossa primeira viagem sozinhos depois do nascimento do Nuno e muito embora ainda faltasse tempo pro Nuno nascer o Germano já havia deixado tudo combinado. Seus pais ficariam com ele pra que a gente pudesse viajar sem preocupações.
Logo que o Gê se foi a Ju quis adiar o casamento. Tanto eu como o pai do Gê pedimos que ela não fizesse isso porque ele não ia concordar e assim ficou decidido.
Ele já não poderia estar presente lá fisicamente, e nem seria padrinho comigo, mas tenho certeza que ele deu pelo menos uma passadinha pra ver como estávamos todos.
Deixei sua foto na minha carteira a noite toda e mantive a pose de mulher forte e "feliz" enquanto pude.
Já na hora de ir embora me bateu um sentimento tão devastador e eu só queria ir pra casa, ficar sozinha...
Ao entrar no taxi desabei.
Chorei até que o dia ficasse claro e desde que o Gê se foi eu nunca tinha sentido tanta saudade.
Não era só o casamento da Ju nem a nossa primeira viajem depois do neném, era também dia dos pais, o primeiro dia dos pais...
Passei o dia dormindo e com o coração pequenininho.
Não falei pra ninguém que eu estava triste e até acho que disfarcei bem, mas a verdade é que foi muito difícil enfrentar mais essa etapa sozinha.
Não sei mais o que dizer e nem como explicar o quanto tem sido difícil.
Às vezes tenho vontade de desistir e só não faço isso porque acredito que eu preciso carregar esse fardo. Essa talvez seja minha sina, meu destino, meu carma...sei lá...
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