Recebi esses dias o convite da festa de Natal da minha turma.
Há 3 ou 4 anos a gente vem organizando a nossa festinha de Natal com um amigo oculto muito divertido.
Era pra ser só mais um convite, só mais uma festinha de Natal pra entrar no nosso album de fotos.
Infelizmente não é, vai ser legal mas incompleto...
Vão faltar as gargalhadas do Gê, sua irreverência e bom humor.
Eu que sempre fui uma das organizadoras e incentivadoras da festa hoje tenho um pouco de medo de como será minha participação nesse evento.
Na verdade eu não queria que o Natal existisse esse ano porque eu sei que vai ser muito duro viver uma final de ano feliz.
Dez meses já se passaram, o Nuno já engatinha e nós no ano passado que sonhávamos com a presença do pequeno na nossa festinha nunca podíamos imaginar que era o Gê quem ia faltar...
Meu Deus, me explica!
Esse blog foi criado para ser minha válvula de escape. Meu intuito é tentar minimizar a dor de perder meu marido 13 dias após meu aniversário de 30 anos e 3 dias após colocar no mundo o nosso único e tão desejado filho. Busco compreender esse misto de alegria e tristeza que me assolam e quem sabe encontrar pessoas que tenham enfrentado situaçoes semelhantes. Apresento a vocês meus 2 grandes amores!!!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
QUEM INVENTOU O AMOR, ME EXPLICA POR FAVOR...
Sempre que abro esse blog e vejo a foto dos meus amores me dá um aperto tão grande no coração.
É impossível não pensar como seria ter o Gê aqui vendo o Nuno quase andando, sorrindo e já fazendo suas travessuras. Ele que sonhou tanto com essa criança...tão injusto, tão inexplicável...
Eu tento não ficar remoendo isso, mas ainda não consigo aceitar que a felicidade dele tenha durado apenas 3 dias.
Acho tão injusto o Nuno crescer sem pai, o Gê ter ido tão cedo e eu ter ficado aqui pra suportar essa barra, carregar esse fardo.
Tem dias que dá vontade de sumir, de mudar completamente de vida e cair no mundo. Queria ter coragem pra isso mesmo sabendo que a dor vai me acompanhar sempre.
Amo tanto o Germano e queria poder dizer isso a ele mais uma vez, mentira, mais várias vezes!
Espero que ele me escute e tenha certeza que eu nunca, nunca vou esquecê-lo.
Te amo Xuxu e desejo de todo meu coração que, onde você estiver, esteja bem e seja mais forte do que eu pra poder suportar a nossa separação.
Nosso filho está adorável!
É impossível não pensar como seria ter o Gê aqui vendo o Nuno quase andando, sorrindo e já fazendo suas travessuras. Ele que sonhou tanto com essa criança...tão injusto, tão inexplicável...
Eu tento não ficar remoendo isso, mas ainda não consigo aceitar que a felicidade dele tenha durado apenas 3 dias.
Acho tão injusto o Nuno crescer sem pai, o Gê ter ido tão cedo e eu ter ficado aqui pra suportar essa barra, carregar esse fardo.
Tem dias que dá vontade de sumir, de mudar completamente de vida e cair no mundo. Queria ter coragem pra isso mesmo sabendo que a dor vai me acompanhar sempre.
Amo tanto o Germano e queria poder dizer isso a ele mais uma vez, mentira, mais várias vezes!
Espero que ele me escute e tenha certeza que eu nunca, nunca vou esquecê-lo.
Te amo Xuxu e desejo de todo meu coração que, onde você estiver, esteja bem e seja mais forte do que eu pra poder suportar a nossa separação.
Nosso filho está adorável!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
DE VOLTA
Estive um tempo sem escrever porque me concedi o direito de fazer uma viagem.
Pela primeira vez deixei meu pimpolho pra trás e com o coração doendo me ausentei por uma semana inteira com uma amiga.
Enquanto estive fora fiz de tudo pra não pensar nos problemas e seria mentira dizer que nao consegui me divertir.
Tive momentos de muita alegria, principalmente porque estava na companhia de pessoas que amo e que hoje percebo com muita clareza que são minha verdadeira riqueza.
Agradeço todas as noites por ter tantos amigos e é isso mesmo, amigos, não simples colegas, tenho grandes e verdadeiros irmãos.
Infelizmente a volta é inevitável.
De um lado a alegria imensurável de ver meu filho, que aprendeu a engatinhar na minha ausência, snifff...
Do outro a tristeza de saber que dessa vez não vou sequer poder brigar com o Gê por ter deixado de me buscar no aeroporto em plena madrugada.
Quantas antagonices...
Dentro do vôo de volta chorei baixinho com o coração apertado por não ter o Gê mais junto de mim, por ainda não aceitar que isso vai durar o resto da minha vida.
Quem me vê sorrindo não imagina o quanto é difícil ser quem eu sou e levar a vida que levo, não imagina o quanto as noites são silenciosas e o quanto me custa olhar meu filhote e saber que ele será privado de conviver com o pai.
Enquanto digitava esse texto me veio à mente repentinamente uma frase que o Gê não se cansava de repetir. Parece que ele viu isso escrito em milho verde ou tabuleiro, se não me engano é algo assim:
"Se eu voltar enquanto estiver for, por favor, me segure..."
Sei que não faz nenhum sentido mas achei que devia registrar essa lembrança.
Fico por aqui...Nuno chora...
Pela primeira vez deixei meu pimpolho pra trás e com o coração doendo me ausentei por uma semana inteira com uma amiga.
Enquanto estive fora fiz de tudo pra não pensar nos problemas e seria mentira dizer que nao consegui me divertir.
Tive momentos de muita alegria, principalmente porque estava na companhia de pessoas que amo e que hoje percebo com muita clareza que são minha verdadeira riqueza.
Agradeço todas as noites por ter tantos amigos e é isso mesmo, amigos, não simples colegas, tenho grandes e verdadeiros irmãos.
Infelizmente a volta é inevitável.
De um lado a alegria imensurável de ver meu filho, que aprendeu a engatinhar na minha ausência, snifff...
Do outro a tristeza de saber que dessa vez não vou sequer poder brigar com o Gê por ter deixado de me buscar no aeroporto em plena madrugada.
Quantas antagonices...
Dentro do vôo de volta chorei baixinho com o coração apertado por não ter o Gê mais junto de mim, por ainda não aceitar que isso vai durar o resto da minha vida.
Quem me vê sorrindo não imagina o quanto é difícil ser quem eu sou e levar a vida que levo, não imagina o quanto as noites são silenciosas e o quanto me custa olhar meu filhote e saber que ele será privado de conviver com o pai.
Enquanto digitava esse texto me veio à mente repentinamente uma frase que o Gê não se cansava de repetir. Parece que ele viu isso escrito em milho verde ou tabuleiro, se não me engano é algo assim:
"Se eu voltar enquanto estiver for, por favor, me segure..."
Sei que não faz nenhum sentido mas achei que devia registrar essa lembrança.
Fico por aqui...Nuno chora...
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