Estive um tempo sem escrever porque me concedi o direito de fazer uma viagem.
Pela primeira vez deixei meu pimpolho pra trás e com o coração doendo me ausentei por uma semana inteira com uma amiga.
Enquanto estive fora fiz de tudo pra não pensar nos problemas e seria mentira dizer que nao consegui me divertir.
Tive momentos de muita alegria, principalmente porque estava na companhia de pessoas que amo e que hoje percebo com muita clareza que são minha verdadeira riqueza.
Agradeço todas as noites por ter tantos amigos e é isso mesmo, amigos, não simples colegas, tenho grandes e verdadeiros irmãos.
Infelizmente a volta é inevitável.
De um lado a alegria imensurável de ver meu filho, que aprendeu a engatinhar na minha ausência, snifff...
Do outro a tristeza de saber que dessa vez não vou sequer poder brigar com o Gê por ter deixado de me buscar no aeroporto em plena madrugada.
Quantas antagonices...
Dentro do vôo de volta chorei baixinho com o coração apertado por não ter o Gê mais junto de mim, por ainda não aceitar que isso vai durar o resto da minha vida.
Quem me vê sorrindo não imagina o quanto é difícil ser quem eu sou e levar a vida que levo, não imagina o quanto as noites são silenciosas e o quanto me custa olhar meu filhote e saber que ele será privado de conviver com o pai.
Enquanto digitava esse texto me veio à mente repentinamente uma frase que o Gê não se cansava de repetir. Parece que ele viu isso escrito em milho verde ou tabuleiro, se não me engano é algo assim:
"Se eu voltar enquanto estiver for, por favor, me segure..."
Sei que não faz nenhum sentido mas achei que devia registrar essa lembrança.
Fico por aqui...Nuno chora...
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