sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

SAUDADE

Acordei hoje com aquela dor no peito que tem sido minha maior companhia.
Passei o dia tentando falar o mínimo possível.

Tive vontade de dormir.
Tive vontade de chorar.
Tive vontade de gritar.
Tive vontade de ver o Germano.
Tive vontade de perceber que era um sonho.

O dia nem acabou, mas eu me sinto acabada, nocauteada pela falta que sinto dele.

Tem dias que dói mais e que a gente simplesmente não sabe definir o que sente.

Hoje é um desses dias, daqueles que você fica como criança e só sabe perguntar: Por que???

Por que comigo?
Por que com meu filho?
Por que o Germano?
Por que aquele dia?
Por que aquele maldito caminhão?
Por que eu não pude impedir?

Tantos porques e nenhuma resposta convincente.
Às vezes a gente até finge que entende, que aceita, que vai seguir em frente.

Logo em seguida a gente se dá conta de novo que era só uma força momentânea, mas que a fraqueza ainda toma conta.

Falta coragem, falta objetivo, falta vc Germano...

Que raiva de tudo isso, de ser tão egoísta ao ponto de achar que qualquer um pode passar por esse sofrimento mas que eu, eu não merecia mais esse tombo.

Nunca pensei que pudesse existir uma dor assim e por vezes desejei trocar de lugar com o Germano por ser covarde demais pra enfrentar esse momento que parece durar uma eternidade.

Mesmo sabendo que as pessoas tem razão ao dizer que Deus não dá frio maior que o cobertor, estou batendo queixo...

Tenho que me curvar à definição que deram à palavra saudade.
Saudade é amor que fica!!!
Verdade! E esse amor que fica só aumenta...

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