Parei pra reler o que eu andei escrevendo nos últimos dias e fiquei surpresa.
Surpresa com o fato de parecer que eu conto a historia de uma outra pessoa e não a minha própria.
Relendo os textos senti pena dessa pessoa em quem eu me transformei em tão pouco tempo.
Uma pessoa tão triste, tão sem vontades, quase sem objetivos.
Uma pessoa que eu não conheço mais e que era exatamente o contrário dessa que aqui está.
O mais curioso é que sempre abominei sentimentos como esse.
Nunca quis que tivessem pena ou dó de mim, preferia que me odiassem.
Olha que ironia do destino, hoje sou eu aqui sentindo pena de mim mesma.
Buscando respostas que talvez eu nunca venha a encontrar.
Que tristeza é essa que tomou conta de todo o meu ser?
Não consigo pensar em nada além de toda essa tragédia.
Não consigo deixar de lembrar do Germano um só minuto.
Não consigo deixar de vê-lo em cada detalhe.
E como dói saber que meu filho não terá o prazer de conviver com ele.
Como dói crer que nos reencontraremos um dia mas que isso pode estar muito longe de acontecer.
Como dói...
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