segunda-feira, 7 de março de 2011

O CARNAVAL

Esse está sendo meu primeiro Carnaval sozinha.
O primeiro Carnaval que eu e o Gê passaríamos em casa, quietinhos, cuidando do Nuno.

Sabe que desde que nos conhecemos, aliás, desde que passamos nosso primeiro Carnaval juntos em Alvinópolis, isso em 2005, combinamos que cada ano um de nós iria escolher o destino do feriadão e no ano seguinte fomos pra Salvador porque era meu ano de decidir.

Nós estávamos noivos, o Germano acabava de ter Hepatite e fomos pra Salvador na garra. Ele magricelo, sem poder beber, odiando música baiana e com pânico de multidões, enfrentou tudo só pra poder me agradar.
Fomos os 3 dias no chão atrás do trio elétrico e no fim das contas ele já com os pés inchados cantava: "vamos dar a volta no trio!"

Na quarta-feira de cinzas partimos pra morro de São Paulo. Foi sensacional a nossa viagem, inesquecível.

Claro que no ano seguinte passamos o Carnaval na fazenda que era onde ele gostava de ir nos anos que era ele quem escolhia.

Não sei como mas eu consegui mais uma vez arrastá-lo pra Salvador e em 2008 lá estávamos nós de novo, eu, ele, Ana Paula e Felipe, o quarteto mais animado da Bahia.

Esse ano, sem hepatite, ele pôde beber e já admitia com mais facilidade que a festa era boa!!!

No ano seguinte, Rio de Janeiro, o Mássimo estava no Brasil. Foi a maior farra acompanhar os blocos na zona sul e terminar nossas noites no Rio Scenarium que era sempre pequeno demais pro tamanho da nossa alegria.

Sempre fomos um casal muito alegre e por mais que a gente brigasse nada abalava o que sentíamos.

No começo do nosso relacionamento o Germano era ciumento mas com o tempo fomos conquistando a confiança um do outro e depois de ter passado por 2 carnavais em Salvador, éramos a prova viva de que ninguém poderia nos separar.

Foi tudo tão bom, tão perfeito.
Eu que achava que já tínhamos passado tantas coisas juntos hoje percebo que tivemos apenas uma pequena amostra.

De certo, o tempo que tivemos foi muito bem aproveitado, não perdemos tempo desgastando nossa convivência mas sim curtindo muito, sendo felizes.
E como fomos felizes!
Aliás esse era o dom do Germano, trazer felicidade pra vida da gente, nos mostrar que a vida é difícil mas que a gente tira de letra.

Que saudade meu amor.
A sua ausência ainda me dói tanto...
Fico perguntando a Deus porque fizeram isso com a gente.
Queria muito poder passar o resto dos meus carnavais com você.

Um comentário:

  1. Lembro bem eu perguntando p ele: -Vc vai p carnaval em Salvador sem beber? E ele deu aquela gargalhada como quem diz; ela não me conhece....rsrsrsrsr.

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