Terça-feira, 05 de Julho ainda pela manhã recebi a noticia do falecimento de um amigo que morava nos EUA.
32 anos, cheio de alegria e planos, morreu dentro de uma jacuzzi.
Ontem filho único, provendo a mãe que já não o via há anos, hoje quase enterrado como indigente na terra do Tio Sam.
Dá pra explicar???
Dá pra fazer uma mãe entender isso?
Hoje o noticiário mostrou o desfecho de um acidente ocorrido em 28 janeiro onde uma carreta (elas sempre estão no meio das maiores tragédias) bateu em sei lá quantos carros e matou acho que 5 pessoas e feriu ao todo 12, dentre elas uma criança de 2 anos faleceu enquanto sua irmã mais velha de 4 anos ficou em estado grave e recebeu alta hoje, não fala nem anda mais. Os pais, esses eu reconheci pela TV, o marido já vi em algumas ocasiões no meu ambiente de trabalho e a esposa fez algumas disciplinas comigo enquanto estava grávida da mais nova que não sobreviveu.
Dá pra entender ou explicar isso também???
Logo que perdi o Germano eu me senti a pessoa mais solitária do mundo, achei que só acontecia comigo.
Aí veio a Nara, hoje minha amiga, e me contou que viveu uma situação muito parecida com a minha. Ficou viúva de um amigo do Gê aos 25 anos e assim como eu também cria a pequena Elis sozinha e com muita garra.
Mesmo vendo tragédias como a da região serrana do Rio no começo do ano, só hoje me caiu a ficha e percebi que todo mundo já viveu ou conhece um caso como esses. Pela primeira vez eu pensei que talvez essa mãe das duas meninas estivesse sofrendo mais do que eu. Pela primeira vez eu não achei que a minha dor fosse a maior do mundo e tive muito medo de ter que enfrentar uma situação dessas de novo.
É assutador imaginar que o fato de ter perdido o Gê não me torna imune e que nada é tão ruim que não possa piorar.
Sarcástico? Sim.
Pessimista? Completamente.
Impossível? Não.
Infelizmente essa é a dura realidade.
Viver é um grande desafio e pra morrer, basta mesmo estar vivo.
Que Deus nos dê forças e muita sabedoria pra lidar com todos esses desafios.
Que nos dê também novos motivos pra continuar a viver porque de fato não tem sido fácil pra ninguém.
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